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Dirceu Luiz Egewarth (Alemão)
MÚSICA E INFORMAÇÃO
Moradores e Bunge se reúnem no MP por uma solução
Fonte: Jornal o Pioneiro
Publicado em 25/09/2017 ás 16:06:35

 

 

 

 

 

CANARANA – O Ministério Público recebeu na manhã de sexta-feira, 22, moradores das imediações do armazém da Bunge e o representante da empresa para uma reunião, na Promotoria de Justiça. Participaram também o Dr. Marcelo Mansur – promotor, João Paulo – coordenador regional de operações da Bunge e a reportagem do J. O Pioneiro.

Existe um grave problema que se arrasta por anos e deixa os moradores sem alternativa, que é a poeira, o cheiro e as películas que saem do armazém da Bunge, hoje rodeada pela cidade, principalmente no período de recebimento da safra de milho, que acabou de encerrar.

O Ministério Público instaurou inquérito para apurar os fatos a pedido dos moradores, que também fizeram um abaixo assinado que colheu mais de 40 assinaturas entre moradores e comerciantes. Reportagens já foram divulgadas pelo J. O Pioneiro, mas o problema perdura há anos.

Com o fim da safra de milho, no momento acabou o problema, que voltará com força na metade do ano que vem se nada for feito. No recebimento da soja o problema não é tão grave porque esse grão não solta película como o milho.

Porém existem outros problemas, como o lixo deixado na Av. Paraná pelos caminhoneiros, a poeira que levanta do pátio da empresa com o tráfego de caminhões e o cheiro de soja podre na época de safra deste grão. Isso provoca problemas respiratórios e enche casas e comércios de sujeira, irritando os moradores.

O representante da empresa disse que a unidade de Canarana é a única da empresa que é arrendada e fica dentro de perímetro urbano. Os equipamentos que poderiam reter as películas custam milhões e o dono do armazém não quer fazer esse investimento. Além disso, a estrutura é velha e não se sabe se ela comportaria esse tipo de tecnologia.

João Paulo falou que a empresa está avaliando qual a melhor alternativa, entre elas, investir no próprio armazém alugado ou até mesmo ver a possibilidade de construir um armazém próprio. Mas neste caso foi lembrado pelos presentes que mesmo que a Bunge saia dali, outra empresa poderá alugar o armazém e o problema perdurar se os equipamentos não forem instalados.

Na safra de milho deste ano, para amenizar o problema, a empresa solicitava pessoalmente aos produtores para que na medida do possível não entregassem milho úmido, para não necessitar secagem e automaticamente não soltaria película. No caso da poeira, constantemente o pátio era molhado no local de passagem dos caminhões.

O empresário das imediações Edenilson Tuzzi, sugeriu para a empresa a colocação de brita no pátio, assim como fez a trading Louis Dreyfus. Moradores também sugeriram o plantio de árvores ao redor para conter um pouco o avanço do pó e o promotor pediu que a empresa coloque alguém responsável para recolher o lixo produzido pelos caminhoneiros.

O promotor deu prazo de 30 dias para a empresa apresentar um plano de ações que contemple a solução de todos esses problemas, para ser implementado até o início da próxima safra de milho. Isso poderá virar um TAC e caso a empresa não cumpra com as ações, deverão ser tomadas medidas judiciais.

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