Governo precisa deixar de descontar no agro sua falta de eficiência, critica Galvan
Fonte: RD NEWS
Publicado em 14/12/2017 ás 11:25:19

       

 

 

 

      O presidente eleito da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) Antônio Galvan defende que o poder público precisa deixar de descontar no agronegócio sua falta de eficiência. “O governo tem que enxergar que o nosso setor não é a salvação das péssimas administrações recentes”, pontua. Galvan critica aumentos de impostos e pontua que apesar da excelente produção, a situação dos produtores não é tão boa.

Ele foi eleito como presidente da entidade em 13 de novembro e comandará a instituição no triênio 2018/2020, em substituição a Endrigo Dalcin. Sua posse será realizada hoje (14) e durante almoço com jornalistas na terça (12) ele falou um pouco sobre como será sua relação com o Estado durante a sua gestão. Galvan é filiado ao PDT, sigla que hoje faz oposição ao governo.

O presidente eleito afirma que como a pecuária e a agricultura são setores superavitários para a balança comercial brasileira, os ataques e tentativas de recorrer ao bolso dos produtores em momentos de crise são recorrentes.

O líder diz que na verdade a situação dos agricultores não acompanha o balanço em relação a produção e produtividade das últimas safras. Ele comenta que na safra recém-encerrada os preços das sacas, principalmente de milho, estiveram abaixo do mínimo e que ainda contando com o aumento dos custos de produção as margens de lucro foram pequenas, sendo que em determinados casos a lavoura gerou prejuízos.

Galvan ainda cita a análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária que verificou uma queda na utilização de recursos próprios para o custeio da safra de soja em Mato Grosso.

Taxações

Por causa desse contexto, o próximo presidente da Aprosoja repudia veemente a possibilidade de novos aumentos nos impostos para o setor. Ele diz, inclusive, que o governador Pedro Taques (PSDB) já entendeu o momento do agronegócio e por isso não deve realizar revisões para cima das taxações de ICMS ou em relação ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

“Seria no mínimo irresponsável criar taxação em cima de um setor que ainda move o Estado. Nós como produtores pensamos que isso tem que mudar. Todo mundo quer o progresso”, afirma Galvan.

O vice-presidente eleito da instituição Fernando Cadore, também presente na ocasião, também argumenta que esse tipo de ação governamental foi um dos fatores que levou estados brasileiros como o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro ao completo caos financeiro. Ele defende que a taxação ao setor produtivo gera malefícios reparáveis somente a um longo prazo.

“Não é se taxando que um Estado prospera. Você precisar dar meios para que se produza cada vez mais para aumentar o volume da tributação e não o tamanho da tributação. Isso é básico. Mato Grosso ainda é exceção porque não estamos totalmente em recessão como vários outros lugares e não podemos perder essa diferença positiva”, explica.

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